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Quarta-feira, Agosto 25, 2004
Posted
5:45 PM
by Igor
Uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil não conseguiu trazer ouro pra casa(oh! que novidade!). Após realizar um "dupro twisty carpado todo errado", como diz meu amigo Tiago, nossa brasileirinha capotou para fora do tablado e fudeu, de uma vez só, todas suas chances de medalha. Para mim não faz a mínima diferença. Se eu fosse um juiz, e ela ganhasse, faria de tudo para tirar a medalhinha do quadro para o Brasil pela seguinte declaração:
- Oi, Daiane! Fale para o povo do Brasil o por quê de você não ter ganho a medalha!
- Er...
- Foi nervosismo? Apreensão? Falta de patrocínio e condições adequadas de treinamento?
- Ah, não! Fui eu que errei na hora da apresentação.
- Ahn? Impossível! Tem certeza que não foi o nervosismo nem a falta de patrocinadores? Dor no joelho? Caganeira?
- O_o...
Como vocês podem ver, a Daiane não é brasileira. Renegou uma característica típica do nosso povo: botar a culpa nos outros. Nada é culpa nossa. Nosso atraso foi culpa dos portugueses, nossas dívidas é culpa do FMI, a roubalheira é culpa dos políticos e perdemos as medalhas de ouro por falta de patrocínio. Somos um povo fudido pela culpa alheia, não nossa. NUNCA!
Não sei se o povo se esquece que somos nós somos descendentes de portugueses, nós elegemos os políticos, formamos os economistas do Brasil e somos piores que outros atletas, por isso não conseguimos nenhum incentivo privado para seguir no esporte. Massss, ao invés de lutar para mudar isso, é mais cômodo apontar a mão amarela nos outros.
Bem, estou perdendo aula de Física pra escrever essa porcaria e ninguém comentar. Sabem por quê? Porque vocês são maus e não gostam de mim. Não sou eu que não sei escrever, entenderam? São vocês que são maus! A culpa é de vocês!
Sábado, Agosto 21, 2004
Posted
4:40 PM
by Igor
Fui refazer minha escova progressiva. Sofri mais uma vez. Agora tá lisinho, mas só Deus sabe se ele vai continuar liso até lavar, daqui há uns 3 dias. O efeito dura 2 meses e como bom brasileiro resolvi achar uma solução temporária. Quando acabar o dinheiro pra fazer escova eu penso em outra coisa. Porém, estou começando a pensar que isso vai dar errado. O Brasil vive de soluções temporárias. Um ótimo exemplo para ilustrar nossa falta de inteligência em decisões a longo prazo é o sistema de cotas. Os negros não conseguem acessar a faculdade. O que fazer? Dar-lhes condições de adentrá-la dignamente? Não. Melhor reservar umas vaguinhas para eles.
Seguindo à risca minha brasilidade, fiz minha escova mais uma vez. Porém, não custou nada além de gritos eufóricos de dor. Parecem que estão escalpelando sua cabeça. Nada disso me fez parar. Sou brasileiro e não desisto nunca!
Recentemente o governo iniciou a campanha "Sou Brasileiro e não desisto nunca!". Tal anúncio mostra pela TV exemplos de brasileiros que tomaram no cu e se recuperaram. A campanha começou um pouco antes da campanha olímpica do Brasil. Quem sabe o governo não fez isso para darmos uma forcinha para nosso atletas? Eles sempre se fuderam na vida. Nunca tiveram patrocínio. O futuro repete o passado, e, assim sendo, eles estão tomando com força nas Olimpíadas. Quem sabe na próxima olimpíada eles conseguem um bronze pra gente? Nunca deixarão de tentar, afinal, são brasileiros.
Vejo o contrário. Seria melhor se dessistíssemos; e, aproveitando a deixa, não fôssemos mais às Olimpíadas. A cada ano que passa perdemos mais. Deveríamos investir tudo em alguns atletas e enviá-los para lá. Seria mais barato e muito mais gratificante. Michael Phelps, o americano nadador mais foda dos últimos anos, se fosse um país, estaria em 10º lugar no quadro de medalhas. O Brasil, que se gaba de ter a maior delegação de todas as Olimpíadas está em 40º alguma coisa.
Se nosso dinheiro fosse gasto para convencer Phelps a se naturalizar brasileiro e lutar pela nossa pátria, eu ficaria muito mais feliz, afinal, ninguém está pouco se fudendo pros atletas. Nós queremos ostentar medalhas. Phelps nos dará esse trunfo! Com um pouquinho mais de dinheiro e simpatia talvez trouxéssemos o Maurice Greene(aquele negão que corre mais que uma Ferrari).
Mesmo que nossas medalhas não fossem alcançadas, já teríamos que nos vangloriar por não permitir ao Banco do Brasil torrar milhões em torcida todos os meses.
Mudança já! Estou iniciando a campanha: "Sou Brasileiro e quero desistir. O melhor do Brasil não são mais esses brasileiros fracassados que nunca ganham medalhas. É o PHELPS!!"
* Logicamente isso é uma solução temporária. Afinal, eles vão envelhecer e parar de competir. Aí nos teremos de chamar mais atletas, ao invés de criar centros esportivos públicos, ou escolas que possuam infra-estrutura para o esporte.
Sábado, Agosto 14, 2004
Posted
2:04 PM
by Igor
Em todo lugar existe gente ridícula, mas parece que na minha cidade esta espécie está em alta. Mesmo achando que os cariocas, londrinos e californianos sejam bem mais ridículos em intensidade, aqui isso existe em quantidade. Vemos pessoas ridículas em cada esquina, em todos os estilos e em todas as camadas da população. Sim, sim. Antes eu achava que a ridicularidade atingia somente pessoas que assistiam à Malhação diariamente. Estava drasticamente enganado. É péssimo quando você está errado e pior ainda quando o erro está dentro de casa.
Recentemente fui a um show de rock, coisa que não fazia há muito tempo, e logo na entrada me senti um peixe fora d'água: 5 de cada 5 pessoas usavam All-Star, e eu com meu Mizuno; 4 de cada 5 pessoas tinham cabelo liso, e eu com minha palha atolada de Enê; 6 de cada 5 usavam blusa preta, e eu com minha humilde camisa azul. Mas sabem, eu já tive meus tempos de ridicularidade, quando andava de preto todos os dias, com espinhos por todo o braço(parecia uma armadura) e uma calça tão rasgada que parecia ter saído das mãos de Edward*(entenderam a piada?). Naquele tempo eu também ia a shows de rock, mas envolto no meu "ridiculismo" não percebia a falta de noção dos outros, muito menos em mim. Bem, agora que estou na Igreja Universal do Reino de Deus isso é outra história.
Quando o portão foi aberto a situação se agravou. Acho que o frenesi pré-show e a vontade de mostrar a todos sua rebeldia, fez triplicar as estatísticas apresentadas anteriormente. Além disso, haviam, também, alguns metaleiros que levavam ao pé da letra e andavam com uma corrente ligando os 2 tímpanos - INTERNAMENTE. Não estou mentindo! Juro pelo Santo Óleo da Purificação Espiritual! Tive a impressão de ver um cabeludo com um piercing nos olhos, mas quando ia me aproximar levei um soco na nuca. Agressão? Não, não. É a nova roda. Com essa globalização todos agora curtem rock. Povo que não sabe o que é RODA, acha que é roda de capoeira e entra batendo em quem tiver na frente. Mas, ok! Estou me recuperando bem do coágulo cerebral.
Bem, furar os olhos não é tão ruim quando comparado a andar com cara de lesado para se sentir "o fumador de baseado". Contei nos dedos os sensatos da platéia que não faziam isso. Talvez seja legal parecer um drogado maltrapilho e eu não sei. Ou talvez seja só vontade de parecer ridículo mesmo.
A ridicularidade está à margem e ao extremo de cada coisa. Tudo necessita de moderação e toda moderação deve ser demarcada por formadores de opinião. O problema é quando estereótipos são fixados como pontos de referência para estilos e condutas. De bandas góticas que incentivam o suicídio a personagens fantasiosos de telenovelas adolescentes, passando por colunistas que incentivam a vulgaridade, a exclusão e o consumismo.
É preciso haver bom senso para que não viremos personagens estereotipados de Malhação, garotos propagandas de marcas ou morcegos auto-destrutivos.
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